20/08/2014

Marconi, onde a mentira não paga imposto




Marconi não se emenda. Na entrevista de ontem, mentiu aos goianos, pela enésima vez.

Mentira nº 01: Caso CELG. Diz que com a sua negociação, garantiu a renovação da concessão. Já provei que é mentira dele. Negociou mal e ainda deixou 7 bi de dívidas para a gente pagar.

Em tempo I: Íris não vendeu Corumbá. Trocou a concessão pela permissão para construir  a IV Etapa de Cachoeira Dourada. Maguito vendeu Cachoeira Dourada – vale lembrar que por exigência de FHC, na negociação da dívida de Goiás. Mesma coisas foi exigida de Itamar Franco, em Minas, que reagiu e não cedeu, coisa que Maguito não fez.

Em tempo II: Aguardem, pois publicarei aqui as provas de que Marconi estava vendendo a CELG a europeus, no ano 2000.

Mentira nº 02: Caso Cachoeira encerrado. Onde? Não é o que diz o Procurador Geral da República, que comanda o inquérito que apura o seu envolvimento. Há três investigações pesadas sobre o ilustre governador, que teria: (1) pedido propina a frigoríficos, (2) feito negócios escusos e permitido relações promíscuas de seu governo com o crime organizado e (3) mandado matar o Cabo Capinam. 

Mentira 03: Diz que pediu para ser investigado por conta dos trambiques com Cachoeira. Claro. Ficou sabendo que o STJ iria fazê-lo, protocolizou correndo o pedido para uma coisa que já estava decidida. Tal qual quando ficou sabendo que  seria convocado para ir à CPMI. Na véspera da aprovação formal da convocação, correu lá e pediu para ser ouvido. Ele sabia que, por força regimental, tal oitiva espontânea seria impossível naquele momento.

Mentira 03: Nunca priorizou a segurança. Tanto que Cachoeira mandava e desmandava na pasta. Trocava diretores, corregedor,
comandantes de destacamentos, delegados regionais. Agora diz que a violência é um problema nacional.

Ora, senhor Marconi. O Brasil dos goianos é Goiás e a segurança aqui só existe no Palácio das Esmeraldas. São 120 homens para vigiar o senhor e família e outros 80 cuidam do vice-governador. Sem falar nos 2.500 policiais militares em desvio de função, desempenhando atividades burocráticas dentro do Governo.

Somos o quarto Estado mais violento do País e nada é feito. O crime corre solto. Pior: comandado de dentro do presídio, onde geladeiras e televisores entram à vontade e onde o Clube dos 30, que dali emite as ordens, age como se em liberdade estivesse.

Depois que passei a conhecê-lo na essência do mau caráter que é, não duvido de que tenha escandalizado a sua briga com Lula para impedir que Dilma decretasse intervenção no Estado. Se ela o fizesse ficaria parecendo retaliação.

De bobo o Sr. Marconi não tem nada, mas enganado está, se pensa que bobos somos nós.  

  

17/08/2014

A verdade sobre a UEG

 A Universidade Estadual de Goiás é produto da ação de vários governadores. Íris a instituiu com este nome, incorporando a ela a UNIANA e as 12 faculdades estaduais existentes no Estado. Marconi a ampliou, construiu o seu câmpus e instituiu a fonte de recursos para mantê-la.  
De Coimbra Bueno a Alcides Rodrigues, passando por Mauro,
Íris, Onofre, Santillo, Maguito e Marconi,
todos fizeram a UEG
A ideia de se criar a Universidade Estadual de Anápolis nasceu de Coimbra Bueno, em 1948. Embora Goiânia fosse a Capital, Anápolis era o referencial econômico do Estado. Maior fonte de tributos, a cidade se via no direito de pleitear e de ver atendidos os seus pleitos. Não deixava de ter razão. Anápolis era a locomotiva.

Nesta sua busca, a chamada Manchester goiana, que há muito sonhava com a sua academia, viu brotar o seu primeiro embrião pelas mãos de Mauro Borges. Em 5 de julho de 1961, o então governador sancionou a Lei Estadual 3.430, criando a Faculdade de Ciências Econômicas de Anápolis, a FACEA.

Não bastasse a burocracia do MEC para dar o autorizo, tivemos o infortúnio do golpe de 1964, postergando a licença federal para que o sonho da faculdade se tornasse realidade. Parecia um parto a que se recorreria ao fórceps.

Quase 10 anos depois, em 12 de novembro de 1973, foi dado o sinal verde pelo Decreto federal 73.149. Os governadores biônicos nadas fizeram. Mais 10 anos se passaram. Íris já era governador de Goiás, em 1984, quando ocorreu a autorização e implantação do Curso de Ciências Contábeis.
 
Antiga sede da UNIANA, em Anápolis
Foi da lavra de Íris, pela Lei Estadual 10.018, de 22 de maio de 1985, a materialização da ideia de Coimbra Bueno, com a criação da Universidade Estadual de Anápolis, mas para a sua instalação definitiva precisava criar ainda vários cursos.

Em 1986, por obra do governador Onofre Quinan (Íris havia assumido o Ministério de Agricultura) ocorreu a ampliação do prédio da FACEA e a instalação dos cursos de Tecnologia em Processamento de Dados e de Licenciatura em Letras, História, Geografia e Ciências.

Mas ainda faltavam cursos a serem implantados e reconhecidos. Foi quando o governador Henrique Santillo, em setembro de 1987, instituiu a comissão de estudos para a criação e implantação da Universidade Estadual de Anápolis. No mesmo documento sugeria a criação de outros cursos indispensáveis para o seu funcionamento.  

UEG - Aparecida de Goiânia
Em 1990, com a criação de novos cursos, Santillo baixou o Decreto-Lei 3.549 e transformou a FACEA em Universidade Estadual de Anápolis (UNIANA). Contando com 11 cursos em sua grade, sete dos quais para a formação de profissionais para a área da educação básica, finalmente a UNIANA entrou em funcionamento. Na época, adquiriu o terreno onde posteriormente se instalou o câmpus (atual sede da UEG).

Íris Rezende, no seu segundo mandato, ao promover a reforma administrativa do Governo, fez englobar pela UNIANA as 13 faculdades estaduais existentes, além da Escola Superior de Educação Física de Goiás (ESEFEGO), e, cumprindo de campanha assumido com a cidade, criou a Universidade Estadual de Goiás, com sede em Anápolis, submetendo-a à Secretaria Estadual de Educação.

Sucessor de Íris Rezende, Maguito Vilela também deu a sua contribuição ao desenvolvimento da universidade.  Em maio de 1998, ele destinou R$1,5 milhões, para o início da construção do Campus.

A entrada principal para o câmpus, na BR-060
Assim que assumiu o Governo, em 1999, Marconi Perillo editou o Decreto nº 13.456, de 16 de abril, unindo as independentes Unidades Universitárias de Ciências Exatas e Tecnológicas e de Ciências Sócio Econômicas e Humanas às 12 faculdades estaduais e à UNIANA, que já compunham a Universidade Estadual de Goiás criada por Íris. 

Coube ao ex-governador Marconi Perillo concluir a sua instalação, a construção do atual campus, na BR-060, além de criar novos cursos.
Também foi obra de Marconi Perillo a fixação do percentual de 3% da receita estadual para compor a autonomia financeira da instituição. O seu sucessor, Alcides Rodrigues, determinou a instalação de cursos em diversas cidades do Estado, ampliando a sua área de ação.


Protesto contra o governo de Marconi
Assim, amigos, a UEG é resultado de um conjunto de ações de diversos governadores. De Coimbra Bueno a Alcides Rodrigues, passando por Mauro, Íris, Onofre Quinan, Santillo, Maguito e Marconi. 

Afirmar que ela é obra de um só governador é, ao mesmo tempo, inverdade e injustiça.

14/08/2014

A desesperada busca pelo serial killer


Homicídio de mulheres

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito preso no interior

Redação, com informações do TJ-GO13 de agosto de 2014 (quarta-feira)
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Assaltante sai de padaria em bairro onde adolescente morreu
A Justiça de Goiás decretou na noite desta quarta-feira (13) a prisão preventiva de Flávio Marques Alves, um dos suspeitos de ter assassinado várias mulheres em Goiânia. O lavador de carros tinha sido preso em flagrante por recepção no dia 9 de agosto, em São Luiz de Montes Belos.
A prisão preventiva foi decretada após Flávio ser apontado como o homem que aparece em um vídeo roubando uma padaria um dia antes do assassinato da jovem Ana Lídia de Sousa Gomes. O comércio fica próximo ao ponto de ônibus onde aconteceu o crime.
A decisão foi da juíza Placidina Pires, com o objetivo de garantir a ordem pública, conveniência da instrução criminal e correta aplicação da lei penal, assim como evitar a prática de novas infrações.
Segundo Placidina, o suspeito reúne condições pessoais hábeis para demonstrar que, uma vez solto, poderá voltar a praticar crimes, pois mesmo condenado diversas vezes por outros crimes e com processo de execução em trâmite, supostamente praticou novo delito.

11/08/2014

Desafio à mídia goiana (Por Marcelo Delúbio Kajuru)


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Em 1998 Marconi elogiou a atitude de Jorge Kajuru na Rádio K por denunciar políticas retrógradas de Iris Rezende e, quando assumiu o governo, queria até inserir publicidades do estado na Rádio K - coisa que Jorge Kajuru nunca aceitou de nenhum partido ou político, pois a rádio tinha uma filosofia forte de independência.
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Nas campanhas eleitorais anteriores, Marconi se mostrava o mais entusiasta com a modernidade das redes sociais, chegando até a criticar adversários avessos às novas tecnologias.
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O "tempo novo", ou melhor, o "tempo mais velho ainda" passou e mostra que Marconi é o mais retrógrado gestor do Brasil e o único com características claras de um Ditador. Segue as mesmas características de Hitler, na tentativa de dominar os meios de comunicação, mascarando, de qualquer forma, as mazelas da sua administração, perseguindo e mandando fechar os meios que não lhe agradam ou que se recusam a entrar para o seu balcão de negócios com o dinheiro público.
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Literalmente fechou a Rádio K e ainda cessou o sonho do seu idealizador, expulsando-o para outro Estado. Marconi é protegido por um invólucro da mídia que não gosta da verdade, ou melhor, da mídia que prefere ter as contas abarrotadas de dinheiro fácil, vindo dos cofres públicos, a contribuir com um Estado melhor para os próprios filhos. 

Todas as rádios da capital e do interior recebem dinheiro para veiculação de mídias do governo mas, provavelmente, devem deixar de receber caso discorde da sua gestão, já que é raro ouvir qualquer debate sobre as políticas do governo. O mesmo acontece com os grandes jornais da capital e as emissoras de TV. Com o advento das redes sociais na iternet esperava-se que seria uma opção para debater políticas públicas no estado mas infelizmente o governador também processa e manda retirar conteúdo que faça qualquer crítica ao governo.
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Na manifestação contra a violência que ocorreu na praça cívica houve um fato inédito: Todos os meios de comunicação estavam cobrindo o evento, mas por dois motivos. Primeiro, porque chegamos ao cúmulo da violência, onde qualquer um, até mesmo a filha ou parente dos donos da mídia podem estar na mira de um matador em série. Segundo, porque a mídia local só discorda do governo quando a mídia de fora é obrigada a mostrar o que a mídia local esconde. E, mesmo assim, havia um aparato enorme para que o evento não se transformasse em um ato político da oposição.
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Sou membro do grupo Fora Marconi desde o início e, após as manifestações contra a violência através das redes sociais, a quantidade de participantes do grupo aumentou consideravelmente. O resultado foi que o Ditador, mais uma vez, agiu não contra a violência, mas contra o nosso grupo, solicitando à justiça que seja excluído do facebook.

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Faço um desafio à mídia goiana para que publique e debata este post, seja no rádio, na tv ou nos jornais.
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Tenho a absoluta certeza de que nenhum deles vai publicar ou comentar porque preferem ter as contas abarrotadas de dinheiro a ter suas filhas ou parentes vivos.






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09/08/2014

Os atos ousados do "governador" Cachoeira

O capítulo anterior deixou claro o surgimento do governo paralelo de Carlinhos Cachoeira. Acumpliciados com ele, para o controle da ação policial no Estado, estão o deputado federal Carlos Alberto Lereia e o próprio Secretário de Segurança Pública João Furtado. Unidos numa regência trina, agem em prejuízo da sociedade e do Estado de Goiás para assegurar o êxito das atividades desenvolvidas pela organização criminosa chefiada pelo tal senhor. Ele manda e desmanda. Ele tem

A
POLÍCIA
 NO
BOLSO


E não só isso. Os áudios seguintes comprovam em definitivo a força que Cachoeira e Lereia (os responsáveis pela nomeação do Secretário de Segurança Pública). Nomeiam, indicam, derrubam, mandam. É o que revela o resumo dos diálogos travados pelo grupo:


Aredes, o X-9 
Com efeito, o então Delegado Geral Edemundo Dias havia decidido transferir a secretária de Aredes (Corregedor Geral), Conceição Aparecida Malveira Maia Oliveira da Polícia Civil para seu órgão de origem. Contrariado, Aredes busca a influência de Cachoeira e Lereia junto ao Secretário João Furtado para evitar a concretização dessa decisão.


Confirma-se, desta feita, a influência e o poderio que o líder da organização criminosa Carlos Cachoeira tinha na cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás.

Cachoeira: poder paralelo

Enquanto a população goiana estava desprotegida e ameaçada por grupos de traficantes, ladrões de carros, sequestros relâmpagos assaltos à mão armada e à luz do dia, ao mesmo tempo, a organização criminosa de Carlos Cachoeira recebia proteção especial dos comandos da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Secretário de Segurança Pública do Estado.

Que este relatório sirva para orientar o Ministério Público do Estado de Goiás no caminho do resgate da cidadania e da legalidade na seara da segurança pública no Estado de Goiás.

O “cash” do João

Das breves linhas tecidas até o presente momento já se pode divisar que o ex-secretário João Furtado havia se associado à organização criminosa chefiada por Cachoeira e em função dessa realidade vinha agindo de modo a assegurar a continuidade das práticas criminosas da quadrilha no Estado de Goiás.

João Furtado
Pelo desempenho de suas atividades em favor do grupo criminoso, João Furtado era regiamente recompensado com pagamentos periódicos. É o que revelam os diálogos interceptados pela Polícia Federal, que asseveram que a empresa Delta Construções S/A pagava propina para o Secretário João Furtado, em contraprestação à manutenção de um contrato de aluguel de veículos, celebrado entre a Secretaria de Segurança Pública e Justiça do Estado de Goiás – SSP/GO e a mencionada empresa.

Explicando-se os fatos de maneira detalhada, em virtude de requisição desta CPMI, o Governo de Goiás encaminhou os contratos firmados entre o governo e a Delta Construções SA (Ofício nº 1675/2012), dentre os quais se localiza o Contrato Administrativo nº 075/2009, referente ao aluguel de veículos para a Polícia Militar de Goiás, firmado com a Delta Construções S/A.

Esse contrato foi firmado em 10.12.2009, com vigência de 24 meses, com valor total de R$ 66.170.580,00 (sessenta e seis milhões cento e setenta mil e quinhentos e oitenta reais). O contrato recebeu três aditivos. O primeiro o reajustou em 15,78% e o segundo em 9,21%. Insta notar que a soma dos aditivos, computado o terceiro (38,7%) se afastou em demasia do limite de 25%, estabelecido na Lei nº 8.666/93.

O pagamento a João Furtado teria sido suspenso em virtude de um “acerto” com o “número um” (algum pagamento feito para o Governador Marconi Perillo). Inconformado, o Secretário de Segurança, então, retaliou e tencionou paralisar o pagamento do contrato de aluguel de carros. Como decorrência dessa sua ‘birra’, segue-se a manobra da organização criminosa para restabelecer o pagamento normal do contrato de aluguel de veículos.

A “roubada” do Furtado

Percebe-se que no mês de junho de 2011, Carlinhos Cachoeira e Cláudio Abreu já estavam preocupados com a ausência de pagamentos à Delta pela Secretaria de Segurança Pública.

Dia 22/06/2011. São 18h58min39. Carlinhos e Cláudio conversam sobre uma saída legal para impedir o “calote” de Furtado. O secretário teria dito ao Wladimir que iria parar de pagar o aluguel dos carros porque tinha umas pendências a serem resolvidas.

 Carlinhos disse que certo RENATO estaria ajudando a complicar as coisas. Cláudio disse que devagar daria um jeito no cara. Carlinhos quer jogo duro. Falam em descobrir “um podre dele”, botar na imprensa, fotografá-lo com namorada, denegrir a imagem dele. Passada a ira, Carlinhos acertou com Cláudio que iria obter um ofício autorizando o DETRAN a mandar pagar diretamente a Delta no dia 20. Palavras dele: “Com o ofício evita isso aí, entendeu. Evita corrupção, evita tudo”.

Depois conversam sobre o próximo pagamento, cujo vencimento está próximo:

DIÁLOGO:
CARLINHOS: Agora é o seguinte, mas ele (FURTADO) vai te pagar semana que vem viu, via RINCON, que colou e falou pra ele: “ó você num tem orientação de não pagar”. Quer dizer, o cara tá de sacanagem, rapaz. [...] Você pode ter certeza que é problema do JOÃO com você. Eu num aguento esse cara. Eu num aguento é malandro, uai.

CLÁUDIO: Você acha que eu aguento? Você acha que eu tenho estomago? Eu tenho que tolerar. Na hora certa a gente tira o cara. É sempre assim, cara. Esses picaretas que fizerem traição com a gente, devagarzinho nós vamos pegar eles.

CARLINHOS: Cláudio, vamos fazer isso, então, entendeu? E outra coisa: vamos arrancar um ofício dele lá para mandar o DETRAN te pagar direto, você num vai... Quanto tempo tem de contrato?

CLÁUDIO: Três milhões e trezentos mil por mês, rapaz.

CARLINHOS: Mas quanto tempo de contrato?

CLÁUDIO: Mas cinco, mais QUATRO anos, moço.

CARLINHOS: Não, vamos arrancar esse ofício essa semana, semana que vem pra ele pagar direto, viu. (ininteligível), Paga direto. O EDIVALDO falou que te paga, o EDIVALDO falou pra mim que pode te pagar primeiro, direto. Então ele te paga direto, desde que tenha um ofício entendeu. Manda lá pra procuradoria, o DETRAN te paga direto. Pra quê que vai pagar pra (ininteligível), esquece, esquece...

(...)

(ENCERRADA)


As transcrições dos telefonemas degravados pela Polícia Federal detalham a ameaça de Furtado: quer receber os atrasados ou cancelará o contrato da Delta


Carlinhos pede a Cláudio que repita no viva-voz para que Edivaldo saiba da ameaça de Furtado.
Em nova conversa, logo em seguida, Cláudio, da Delta, fala em algo nunca ouvido antes: briga de gangues dentro do governo.


Em nova ligação, Cláudio pergunta se Edivaldo não pode ir para o lugar de Furtado. Depois, Carlinhos liga para Wladimir. Diz que Furtado está "puto" porque o Edivaldo pagou a Delta. 


João Furtado voltará ao cenário da burla mais tarde, quando se revelará um lado desconhecido do Sr. Perillo e que praticamente ratifica o que apontam os observadores: ele governa, mas não manda. No caso de João Furtado, por exemplo, na falta de pulso para demiti-lo, mandou que um intermediário o fizesse.

Mas, segundo o Relatório da CPMI, nem só João Furtado.


Até o
Procurador-Geral
é do bando

No dia 16.05.2011, Carlos Cachoeira informou a Cláudio Abreu que esteve com o Procurador-Geral do Estado Ronald Bicca, que, por sua vez, revelou que não deixou a SSPJ/GO realizar nova licitação para aquisição de caminhonetes, contrariando interesse de João Furtado. Ou seja, o Procurador-Geral do Estado agiu em defesa dos interesses econômicos da quadrilha, a fim de manter o contrato de locação com a empresa DELTA, conforme se verá melhor em tópico especifico.

Ronald Bicca
Com essa decisão, João Furtado ficou impossibilitando de retaliar os líderes da quadrilha em função da suspensão dos pagamentos mensais, o que o fez através das ameaças de não honrar os pagamentos da empresa DELTA com a Secretaria.

Dia 16/05/2011. São 09h04min44. Carlinhos liga para Cláudio e diz que esteve com o Procurador Geral do Estado, Ronald Bicca. Diz que foi Bicca  quem não deixou fazer nova licitação a respeito de compra de caminhonete, contrariando João Furtado, secretário de Segurança Pública.

Diálogo:
Cláudio Abreu: Oi!

Carlos Cachoeira: Ó, aconteceu... Eu tô indo lá em Anápolis, depois eu volto.

Cláudio Abreu: E sua mãe como é que tá?

Carlos Cachoeira: Mal demais.

Cláudio Abreu: Não, então vai lá que tô aqui em reunião aqui no (???), com esse funcionário aqui do escritório, dando uma lavada de roupa suja.

Carlos Cachoeira: Só pra te falar, então. Eu tive com Ronald Bicca,  Procurador Geral. Aquelas caminhonetes o...o...menino queria fazer nova licitação viu, a contratação dos carros. Ele que não deixou, o Bicca, viu. O João Furtado queria fazer nova licitação, aí o Bicca falou que não.

Cláudio Abreu: Não, vai lá e volta aqui rapidinho, que a gente conversa. O Marcio tá aqui na reunião comigo, que eu vou me inteirar desse assunto. Vai lá e volta aqui que a gente conversa.

Encerrado.

Percebe-se então, que Ronald Bicca, na qualidade de integrante da organização criminosa, trabalhou em favor da manutenção do contrato de aluguel de veículos que a Secretaria de Segurança mantinha com a empresa DELTA, que poderia perder o objeto ante a aquisição de veículos pela SSPJ/GO.

Colocando a Procuradoria a serviço do bando, Bicca também cuidou de barrar a permanência da Gabardo – uma transportadora – na área do DAIA, tomando como premissa a informação de Demóstenes: no DAIA os terrenos são para indústrias, não para empresas portadoras de serviço que não geram empregos.

Quando não era Bicca, era Marcelo Siqueira, o segundo da Procuradoria-Geral do Estado – ambos a serviço dos interesses de Cachoeira e associados. Estava tudo em casa. Tudo em "famiglia".

A QUEM INTERESSAR POSSA

As informações contidas nesta matéria foram extraídas ipsis literis do Relatório Final Original da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a chamada CPMI DO CACHOEIRA. Elas não refletem, necessariamente, o pensamento deste blog, do seu dono e de seus colaboradores.

Luiz Carlos Bordoni

NO PRÓXIMO CAPÍTULO,
BANDIDOS ESCOLHEM OS "MOCINHOS"