25 de fev de 2015

Uma questão de vergonha na cara


O corregedor-Geral da PM goiana pede demissão, depois que se tornou pública a sua folha corrida com quatro ações cíveis a que responde na Justiça. Questão de brio, coisa que falta em muitos do poder, a começar do governador, que é investigado por propinagem, “cachoeiragem” e  pistolagem. Só falta que diga ter sido perdoado pelo Papa.

Soube que levou com ele, no périplo , “mestre” do curso de direito ministrado em seu quintal, tal de João Paulo Brzezinski, que responde criminalmente por denunciado desvio de recursos ds UEG.

O mesmo que, por “gratidão do aluno ao mestre”, a ele nomeou indevida e ilegalmente como Defensor-Chefe da Defensoria Pública (de onde, em nome da legalidade­, foi detonado, sumariamente.   

O mesmo a quem, em parceria com Henrique Tibúrcio, da OAB, fez incluir na lista sêxtupla da OAB, para tentar fazer dele novo desembargador.

O mesmo Brzezinski que, com o apoio Perillo e Tibúrcio, quer ser candidato a presidente da OAB.

Pobre Estado em mãos suspeitas. Ao homem público não basta ser honesto também precisa parecer sê-lo.

Corredor da T-7: os interesses de Goiânia estão acima das broncas do atraso

Dois dias fora e trombo, na volta, com a irracionalidade que faz parte das terras onde fartam políticos imprestáveis: ataques ao prefeito por “limpar” o leito da T-7, entregando-o ao trânsito e proibindo o estacionamento ao longo da via.

Os comerciantes cuidaram da arruaça. Acham que o movimento de vendas será prejudicado. Mudanças feitas em outras vias provam que isso é conversa mole  para boi dormir. boi dormir. Em todos os lugares do mundo o estacionamento se faz nas transversais. Só aqui que os tais senhores, de longa data, colocam os seus interesses acima da solução dos problemas da cidade.

E o que é pior: com o apoio de setores da mídia construídos sob alicerces da sonegação e de benesses tributárias asseguradas pelo compadrio com os encastelados no poder.

A mobilidade urbana  está  acima do corporativismo nefasto que empaca medidas e atravanca o progresso. Parabéns ao prefeito pela coragem e determinação. Já o crivei com zero, no caso do lixo. Hoje, o aplaudo com 10, pela implantação do corredor de mobilidade da T-7.

22 de fev de 2015

Jogos Universitários Brasileiros, 1969, Goiânia: um duplo espetáculo!

Time do Botafogo bicampeão carioca, em 1968

Goiânia, 1969. Julho. Jogos Universitários Brasileiros. José Carneiro Pimenta era um dos chefões técnicos da TV Goiânia, Diários Associados. Ele  havia montado uma antena de transmissões externas, a pedido do Dr. Braga (Francisco Braga Sobrinho, Superintendente dos DA em Goiás). É que fazíamos a cobertura gravada dos mutirões do Íris Resende e, para isso, tínhamos que deslocar uma enorme máquina de videoteipe.

Com a engenhoca do Carneiro a gente podia falar de qualquer lugar da cidade. Tendo o Luiz Carlos dos Santos (o Lulu) como câmera e com mil ideias na cabeça, transmitimos tudo dos XXº Jogos Universitários Brasileiros.  São Paulo foi o campeão. Goiás terminou em sétimo lugar,  mas deu show em organização. E nós, em transmissão. 

Tivesse eu algum poder nesta terra goiana e já teria homenageado o César Sebba com uma estátua. César, o nosso craque no basquete e que tanto orgulhou Goiás com as suas atuações pela seleção brasileira (101 pontos em 18 jogos). 

César, que jogou no Botafogo (RJ), onde foi campeão em 1967 (César Sebba, Otto Ditrich, Aurélio Tomassini, Zé Luiz Ilha e Luiz Amaro, sob o comando de Tude Sobrinho), e pelo Vila Nova (GO), ganhando o título de 1973. Que timaço tinha o "Tigrão": César Sebba, Danilo Berthy, Fausto Giannechini, Adilson de Freitas e José "Jói" Aparecido. "Kanela" era o técnico da seleção brasileira e do Vila. 

Não só César. Há muitos heróis esquecidos pelos mandatários da capitania. O que lamentamos. Voltarei ao assunto.

21 de fev de 2015

Bons tempos aqueles, que ora os conto, em conta-gotas

Lançarei um livro de memórias. Tenho história, coisas para contar
No rádio aprendi, desde o início, a narrar a maioria das modalidades esportivas – futebol, vôlei, basquete, futsal,  natação, atletismo etc. Tanto em Votuporanga quanto em Rio Preto, onde me principiei nesse mundo maravilhoso, eram disputados os jogos estudantis regionais e, em escala maior, os Jogos Abertos da Araraquarense.
Aliás, transmitíamos tudo, da missa às sessões da Câmara de Vereadores e às reuniões festivas de Lions e Rotary. Nas jornadas esportivas fora da cidade, nós mesmos é quem instalávamos os equipamentos, não havia a mordomia de técnicos entregando tudo pronto. É só ligar e falar.

E quando chegávamos e a telefônica não havia instalado linhas?  Previdentes, levávamos até mil metros de fios no bagageiro. Numa dessas, corríamos ao vizinho mais próximo do estádio que tivesse telefone. Pedíamos emprestado, passávamos o número para a rádio, que ligava, prendendo a linha. Conectávamos a linha que vinha do estádio e transmitíamos o jogo.

Isso aconteceu conosco em tempo mais recente, na TV Brasil Central. Reservamos o canal de áudio junto à Embratel e ela não o instalou. Foi em Cascavel,  Paraná, Fórmula 3 Sul-Americana. Estávamos lá eu e Fernando Campos. Tínhamos a imagem, mas não o áudio para transmitir a prova. E aí?

Simples. Com a ajuda do Jorjão, da TV Tarobá de Cascavel, convenci um técnico da telefônica local e desativar um dos orelhões existentes na área dos boxes. Passei o número para o Lourenço Tomazetti, que estava na retaguarda (era o gerente da TV). Presa a linha, coloquei o monitor de vídeo dentro de uma caixa de papelão, para enxergar a timeline e, assim, poder transmitir a prova.

Lembro-me de que contamos com a ajuda do Donizete Araújo, de O POPULAR, que lá estava e foi o nosso repórter. Era a estreia de Christian Fittipaldi na F-3. O trabalho saiu perfeito, como se nenhum problema tivéssemos enfrentado. 

Foi com o que  aprendi no rádio que, em 1969, sem falsa modéstia, “ganhei” Goiânia pelo esporte. Voltarei ao assunto.                                                                     

20 de fev de 2015

Transporte urbano: compensação de gratuidades não existe!

O SETRANSP usa de chicana jurídica para querer ter compensação no que não há previsão.  Transporte urbano é serviço público que pode ser explorado por concessão. Ao que se interessar por tal contrato,  de antemão sabe-se que a demanda a ser tarifada são todos os usuários, à exceção dos idosos e dos portadores de necessidades especiais.

Ora, por quando da assinatura do contrato, quando os vorazes senhores, que nunca abrem a caixa preta dessa confraria sob eternas suspeitas, todos sabiam, de antemão, que a norma do § 2º do art. 230 da CF é de eficácia plena e aplicabilidade imediata. Trata-se de direito social efetivo (CF: "Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. … § 2º – Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos.").

Entendamos,  senhores, que o direito dos idosos ao transporte gratuito não é um fim em si mesmo. Aprendamos  que a facilidade do deslocamento físico pelo uso de transporte coletivo deve ser assegurada como garantia da qualidade digna de vida para os que não podem pagar ou já colaboraram com a sociedade em períodos pretéritos, de modo a lhes caber, nesta fase da vida, tal benefício de forma gratuita.

Já o disse o STF que, mesmo nos contratos de concessão ou permissão assinados antes da promulgação da Constituição, em respeito à garantia do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, os delegados dos serviços de transporte municipal e intermunicipal apenas poderiam requerer a alteração dos contratos para cobrir-se, financeiramente, com os ônus comprovados em planilha sobre o uso dos transportes delegados pelos idosos.

Decisum absoluto: após a promulgação da Constituição da República, todos os concessionários e permissionários estão submetidos às suas normas, não podendo, desde então, alegar que não sabiam do direito dos idosos ao transporte coletivo gratuito.

Dessa forma, a compensação pela gratuidade de transporte coletivo urbano aos idosos, como chicaneia o SETRANSP, além de não estar prevista na Constituição Federal, só seria alvo de admissibilidade se restasse comprovado prejuízo real para as empresas em regime de concessão ou permissão, resultado de um desequilíbrio extraordinário e inesperado, o que não ocorreu e nem tem ocorrido.

Sigo, como o fez o STF (exceptio o ministro Marco Aurélio), o voto da relatora em ADI 3768/DF (rel. Min. Carmen Lúcia, 19.9.2007. (ADI-3768). Queremos ver a planilha e nada de colocar idosos e deficientes na conta. Nem vem que não tem. A compensação de gratuidade não existe. Malandros. E podem baixar para 3 a tarifa. E olha lá! Creio que  2,90 seriam de bom tamanho. 2 e 90, nem mais, nem menos.

19 de fev de 2015

Desmamatar a Assembleia: um desafio ao Dr.Hélio

Hélio de Souza foi um dos melhores prefeitos de Goianésia. Um dos melhores do Brasil. Eu o entrevistei, quando na Folha. Hélio foi quase que o único, dos mais de 5 mil prefeitos brasileiros, a instalar e a fazer funcionar os conselhos comunitários como órgãos de fiscalização e acompanhamento das ações municipais. Ali a coisa funcionava mesmo.

Eu o li, dia desses, em seu edito de austeridade como presidente da Assembleia Legislativa: vai cortar gastos e impedir abusos, quer enxugar despesas. É bom que o faça, pois o que se dá ali, principalmente com a tal verba indenizatória, é caso de cadeia.

Eu o antevejo embaraçado com o problema das nomeações de apaniguados do governador ou de filhos de auxiliares do governo que, pelo óbice do nepotismo, ali recebem polpudos vencimentos como se marajás fossem. Ou filhas, como se marahanis.


Quanto aos novos deputados, já começam silenciando como os que ali já estavam, formando o famoso bloco do Ali Babá Ovo.  Só Daniel Vilela dissona naquela Casa. 

Marconi e prefeitos e o calote do buzu: lei os obriga a bancar tarifa

Diz o jornal O Popular, de 14/02/2015: “A Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC) decidiu em uma reunião na manhã de hoje aumentar a passagem do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia para R$ 3,30. A majoração foi decidida depois que o Poder Público não cumpriu sua parte no Pacto pelo Transporte Coletivo firmado em abril do ano passado, em que arcaria com metade das gratuidades do sistema – cerca de 4 milhões e 400 mil -  ficando a outra metade para as prefeituras que participam do sistema. Nenhuma parcela foi paga pelo governo estadual, desde maio do ano passado, e, neste ano, as prefeituras afirmaram que não teriam condições de arcar com sua parte”.
Hoje, no Bom  Dia Goiás, chamadas exaustivas diziam que o Ministério Publico pode pedir a suspensão das passagens gratuitas, caso o Estado e prefeituras insistam em não cobri-las.
Começando e encerrando o assunto.  Primeiro, a gratuidade não é benesse, favor, brinde, generosidade. É direito assegurado por lei federal, no caso dos idosos e portadores de necessidades especiais, e dever constitucional exigido do Estado e dos Municípios no caso do passe escolar.
Não tem essa de não vou pagar, como disse o governador e como dizem os prefeitos. Descumprir lei é crime de responsabilidade.
Ao MP vale lembrar que, como custo legis, ao invés de pedir a suspensão da passagem gratuita, deveria pedir, sim, o enquadramento dos desobedientes.

Como desabafou um ancião em protesto contra o calote do governo e dos prefeitos implicados: "Roubem menos que dá".

17 de fev de 2015

Carnaval da Verdade: O POP arranca a fantasia do governo no caso da tarifa dos ônibus

Tarifa, com o calote o governo no subsídio, passou para 3,30

O Governo do Estado acusa o prefeito Paulo Garcia de oportunismo por conta da nova tarifa do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, que  subiu de 2,20 para 3,30. O erário estadual deveria ter entrado com o  subsídio pactuado anteriormente, mas não o fez e, via nota oficial, tenta se justificar, publicando politiquices, mas sem se explicar:

“Acerca da decisão que estabeleceu a nova tarifa, resultado de reunião das Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos, realizada na sexta-feira,13 de fevereiro, o Governo de Goiás vem observar que:

1 – São de competência da Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC) a avaliação da qualidade do serviço prestado e a definição dos valores e reajustes das passagens de ônibus;
2 – Conforme estabelece o regimento interno da CDTC, a Prefeitura de Goiânia detém 4 dos 11 assentos do órgão colegiado, tendo, assim, preponderância para aprovar ou vetar medidas relacionadas à qualidade do transporte coletivo e de definição do valor da tarifa;
3 – O Governo do Estado, por sua vez, tem apenas dois assentos na CDTC e não compete a ele fiscalizar ou definir o valor da tarifa do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia;
4 – Vale ressaltar que a decisão pela definição da tarifa de R$ 3,30 foi unânime, ou seja, referendada por todos os membros da CDTC após a avaliação da qualidade do serviço ofertado e do equilíbrio econômico-financeiro do sistema;
5 – Sendo assim, as medidas relacionadas à definição da tarifa, por sua relevância e efeitos na vida da população usuária do transporte coletivo da Grande Goiânia, não podem e não devem ser alvo de exploração política ou intuito oportunista por nenhum dos agentes públicos envolvidos no processo, independentemente do peso que tenham na tomada de decisões sobre o setor”.
Ocorre que o ponto “x” da questão não é quem tem mais assentos no Conselho, mas a ausência do subsidio pactuado e não cumprido pelo Estado e disso a nota passou bem ao largo.
Na pífia nota faltou, assim, o fundamental: por que o subsídio pactuado deixou de ser repassado. O Estado corre do trato e pune a população, além de tudo fazer para que o ônus da culpa seja do prefeito Paulo Garcia.
Teve efeito efêmero a sua estratégia, pois as edições de sábado e domingo passados, de O POPULAR, desnudam-no como mendaz.
Felizmente, para o leitor e para o bom jornalismo, há profissionais seriíssimos a cobrir os atos do governo e os seus textos colocam os fatos dissecados aos olhos da opinião pública. 
Documento 1 – Diz o jornal O Popular, de 14/02/2015: “A Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC) decidiu em uma reunião na manhã de hoje aumentar a passagem do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia para R$ 3,30. O aumento será de 17,85% ante o valor atual, de R$ 2,80, e vale a partir da próxima segunda-feira (16). A majoração foi decidida depois que o Poder Público não cumpriu sua parte no Pacto pelo Transporte Coletivo firmado em abril do ano passado, em que arcaria com as gratuidades do sistema, um custo de R$ 9 milhões. Metade seria paga pelo Estado e o restante pelas prefeituras que participam do sistema. 

Ocorre que nenhuma parcela foi paga pelo governo estadual desde maio do ano passado e, neste ano, as prefeituras afirmaram que não teriam condições de arcar com sua parte. Desta maneira, a solução para manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão foi majorar a passagem. No ano passado, o cálculo era de que o sitpass deveria custar 3 reais, mas o preço ficou nos atuais R$ 2,80 em razão do subsídio prometido pelo governo”. (Com informações de Caio Henrique Salgado, Fabiana Pulcineli e Vandré Abreu)
Documento 2: Jornal O Popular, de 15/02/2015: “As empresas que operam o transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia afirmam que o modelo de cobrança de tarifa pelo serviço está “ultrapassado” e que o passageiro não tem condições de bancar a passagem a R$ 3,30, valor que será cobrado a partir de amanhã (segunda-feira, 16) por viagem.

Como solução, as empresas admitem rever os pontos do contrato firmado em 2007, mas voltam a pedir que o poder público subsidie o sistema de transporte coletivo. “O que acontece hoje é que todo o custo do transporte é colocado na conta do usuário”, disse. Caetano usa como exemplo da sobrecarga no valor da tarifa sem subsídios o repasse de 2% do valor para a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC).
Arrancando a fantasia do governo em pleno carnaval, diz O POPULAR, para que dúvidas não pairem:
“O subsídio já estava previsto no Pacto de Transporte Coletivo firmado em abril com as empresas pelo governo estadual e pelas prefeituras da região metropolitana.
Ficou acordado que o poder público bancaria o custo da gratuidade na tarifa para estudantes, idosos e crianças. Metade destas despesas - em torno R$ 4,4 milhões - o Estado pagaria a partir de maio de 2014 e o restante as prefeituras dividiriam a partir de janeiro deste ano”.
E conclui:
Foi o calote do poder público a justificativa das empresas para no final do mês passado pedir formalmente a revisão do valor da tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30.
Calado, o governo já estaria redundando em erro. A matéria de O Popular deixa bem claro o compromisso do governo do Estado com o subsídio, bem como o descumprimento com o que foi pactuado e, para que não restem dúvidas nem para o governador, textualmente afirma que “foi o calote do poder público a justificativa das empresas para, no final do mês passado, pedir formalmente a revisão do valor da tarifa de R$2,80 para R$ 3,30”.
As informações são dos repórteres Caio Henrique, Fabiana Pulcineli e Vandré Abreu. Neles excede o que falta ao Governo de Goiás e ao próprio governador: credibilidade. 

14 de fev de 2015

MEMÓRIA POLÍTICA DE GOIÁS. Lições de bastidores. O corre-corre de 1986!



Foto de Luiz Carlos Bordoni.
Henrique Santillo
Eleições de 1986. Santillo era o candidato do PMDB. Mauro Borges, do PDC, o adversário maior. Programas no ar. O de Mauro, 10. O de Santillo, zero. A produtora buscada lá fora, tal de Diana, não deu conta de editar o baralho de tomadas variadas de mesmo texto e a coisa ficou simplesmente horrível. Idem o programa dois, onde algumas coisas eu mesmo corrigi, por ordem de Carlos Maranhão e Wilmar Guimarães.
Salvou-nos o Euclides Nery, da Makro, onde, por encomenda do Diretório Nacional, o jornalista Washington Novaes havia editado um programa de 60 minutos a ser exibido nacionalmente: “ O PMDB no Coração”.
O Euclides cuidou de extrair dali material para os programas, enquanto gravávamos com Santillo. Mas o que levaríamos ao ar, se o material da Diana era um punhado de fitas não devidamente catalogadas?
Em ritmo de emergência, relacionei um material de arquivo a ser comprado das nossas tevês. O povo gosta do quê? Esportes. Encomendei vitórias do goiano Edmar Ferreira, campeão mundial de motociclismo e de duas outras feras em duas rodas: Kurt Feichtenberguer e Roberto Boetcher, ases maravilhosos que as novas gerações desconhecem, por que as nossas tevês sepultam os ídolos a cada dia que arrancam da folhinha.
Reuni isso, mais o empate de 4 a 4 de Goiás com o Santos, em São Paulo, com Pelé e tudo, e colocamos no ar. Eu fiz apresentação. Os adversários ficaram sem entender. O público, pego de surpresa, acabou ficando sabendo de coisas que os de hoje nunca viram e nem sabem.
Ganhamos tempo para colocar o trem nos trilhos, enquanto os mauristas, que haviam disparado na dianteiras, continuavam ao ritmo de crônicas de Carlos Alberto Santa Cruz, impecavelmente interpretados por Íris Mendes Borges, o melhor locutor de Goiás.
Só que até o Santa Cruz se enjoa de Santa Cruz. Era o mesmo que comer feijoada todos os dias. Foi quando Santillo reuniu o pessoal e, num esforço coletivo, elaboramos uma estratégia de marketing, tendo como ação principal as caminhadas de porta em porta, ao invés de concentrar força apenas em comícios. No lugar desses, produzimos comícios eletrônicos no horário eleitoral. Eram simples: um pequeno documentário sobre a cidade e a mensagem do nosso candidato especialmente para aquela população. No dia seguinte, ele chegava de porta em porta e, pessoalmente, conversava com os seus eleitores.
Santillo não tinha preguiça. Lembro-me de 1978, ele candidato ao Senado. Goiás era grandão, ainda não existia o Tocantins. Estou eu lá pelo Bico do Papagaio, no extremo norte goiano, quando me deparo com quatro empoeirados até a medula: Santillo, uma dupla sertaneja e o candidato a deputado pela região, Wilton Cerqueira.
Ele fazia justamente o que repetiu em 1986: caminhar, pedir o voto de porta em porta. E o que é importante. Depois de eleito, eu o vi ali de novo, no mesmo périplo, com os seus violeiros e o Wilton, companheirão de guerra : estavam de volta para, também de porta em porta, agradecer os votos recebidos.
Sei que ganhamos a eleição de peemedebistas descontentes que mudaram de partido para tentar derrotá-lo nas urnas, ao invés de, a exemplo do que ocorre hoje, cultuar, irresponsavelmente, a infidelidade partidária, por conta de ambições políticas pessoais.
Homem é homem, gato é um bicho. Ou, como ensinam os rubro-negros e meus amigos Alex e Tunikim, “uma vez Flamengo, Flamengo até morrer”. Ou, ainda, “Duas Caras é marca de enxada”...
P. S. - Aviso aos navegantes,Santillo não deixou herdeiros políicos. Nem filhos e nem irmãos o são.

13 de fev de 2015

PMDB ainda desafina na balada dos infiéis

O PMDB goiano está muito preso a etiquetas na lidas com traidores. Frederiquinho (Frederico Jayme Filho) e Júnior Friboi deveriam ter sido banidos do partido um dia após as eleições. Entendimento neste sentido tem sido manifestado pela velha guarda do “Manda Brasa”, cujos próceres elaboram um histórico para apresentar aos partidários, com o objetivo de provar a existência de uma trama confiada aos dois “juniores” infiéis: tomar o PMDB e alinhá-lo a Marconi Perillo. Ou seja, acabar com a oposição, ao assumir o controle do maior partido político de Goiás. 
“Que haja companheiros descontentes com os nossos rumos, mas pecam quando me acusam de forçar a minha candidatura a qualquer custo. Todos viram, são testemunhas, de que desisti da postulação. Só voltei atrás em minha decisão porque me convenceram provas irrefutáveis dos interesses verdadeiros dos que – eles, sim – queriam a candidatura a qualquer custo, mas com outras intenções”.
Palavras de Íris Rezende, que não tira os olhos dos passos dos infiéis e diz lamentar que alguns queiram ver em tal dissidência proposta de renovação. Basta conferir, sugerem os autênticos, como o “renovador” chegaram ao partido.

Em 2011, bem antes de se filiar ao PMDB, Júnior Friboi foi convidado por Barbosa Neto (presidente do Partido Socialista Brasileiro – PSB em Goiás) e por Eduardo Campos, então governador de Pernambuco e seu presidente nacional, para integrar a Executiva goiana do partido já como como vice-presidente.
Nessa nova etapa, José Batista Júnior diz coordenar toda a reestruturação do PSB no Estado, com o compromisso de estar presente em 70% dos municípios goianos.
Palavras de Friboi, um ano depois: “Compromisso feito é compromisso cumprido. Em menos de 1 ano, o PSB já está em quase 80% das cidades, exercendo papel decisivo para mudar a conjuntura política em Goiás”.
Curiosamente, no dia 13 de maio de 2013, o site Brasil 247 publica:

Ponderação dos iristas: Se em menos de um ano, o PSB já está em quase 80% das cidades e exercendo papel decisivo para mudar a conjuntura política em Goiás (sic), por que então Friboi abandonaria tudo isso para se filiar ao PMDB?
Ele achou que viria como o “salvador da pátria” e, como teria dito aos jornais, que colocaria dinheiro na campanha, coisa que Íris nunca fizera. Em síntese, Temer tentou empurrá-lo goela abaixo, mas de Íris teria ouvido que o PMDB de Goiás é dos goianos.
O “chega pra lá”, ao que parece, teria valido,  pois a megafesta que Friboi estava programando,  visando reunir ao menos 30 mil pessoas para recebê-lo como novo peemedebista, se resumiu a um simples ato no diretório da partido em Goiânia.
Íris conta que Michel Temer, na verdade, quis impor a filiação de Friboi já como candidato. O alegação aos pares – palavras do deputado Henrique Alves (PMDB-RN), que ele atribui a Temer –  o PMDB nacional estaria “cansado de perder” em Goiás, desde 1998.
Soa estranho tal argumento, até porque o PMDB de Temer, que é o de São Paulo, apanha dos tucanos há muito mais tempo (desde 1994, vitória de Mário Covas). Em Minas, o PSDB está no poder desde 2003.
O grande problema de Friboi é que ele quer ser algo grande e importante na política. Só que isso não se compra, se ganha pelo voto, via seriedade, propostas, compromisso público, identidade partidária.
Identidade partidária é algo impossível de se encontrar. Filiou-se e ficou no PSDB entre 2005 e 2007, a convite do governador Marconi Perillo (GO). Passou uma temporada nos Estados Unidos. Na volta, em 2009, também por sugestão de Marconi, filiou-se ao PTB, partido que aliado à base tucana no Estado.
Tentou, então, viabilizar já em 2010 uma candidatura ao governo estadual, sem sucesso. Marconi não deixou. Tentou compensá-lo com a candidatura ao Senado, na vaga de Lúcia Vânia,  mas o plano para tirá-la do páreo foi esmagado pela revolta de mais de uma centena de prefeitos.

Animou-se, quando, em 2011, lhe deram o PSB. Mas logo trocou o PSB pela promessas de Temer, o temerário Temer. Continua sonhando com o poder.  

12 de fev de 2015

São José do Rio Preto, como eu amo você!

Mário Luiz
Adib Munis em trabalho
externo ao vivo

Mário Luiz,
baita
comentarista,
grande
caráter.
Mário Alves de Mendonça. Abaixo, o estádio que levava o seu nome

O estádio ficava na Vila Santa Cruz,
em frente à minha casa

A demolição do estádio em 1994. É uma história triste.
Só podia ter políticos no meio


As reminiscências dos tempos de rádio afloram toda vez que aciono o dial para ouvir alguma coisa. Nada é melhor do que o rádio, onde a imaginação nos leva a passear, sempre com coisas boas e final feliz.

Dias atrás falei aqui de momentos de São José do Rio Preto, onde, ainda criança, cantava no Clube da Cirandinha, comandado pelo meu futuro mestre Adib Muanis. Era um programa da PRB-8, Rádio Preto, cujo auditório lotava nas manhãs de domingo para ver quem ia para o trono. Fui várias vezes, não tantas quanto Carlos Gardim, menino que venceu o concurso que dava direito a gravar um disco de verdade – na época, em 78rpm.

Está aí uma boa pauta para os jornais e telejornais da cidade. Por onde andaria Carlos Gardim? O que faz?  Vamos reconstruir a história desse  programa . Contar a história de Adib, de Mário Longhi, com o seu violão elétrico a nos  acompanhar com o seu regional, do Tarugo, o baterista. 

A história do rádio em Rio Preto é rica, muito rica. Chamava a atenção a existências de famílias inteiras no circuito. Na família Toledo só tinha “feras”, dentre elas o Roberto, hoje Bob Toledo, e o Marinaldo, gente boa que só.

Comecei ali, nos anos 60, na Difusora. Adib Muanis comandava. Eu fazia locução na madrugada,  auxiliando o titular do programa, Virgílio de Marco Britto, que viveu aqui em Goiás.  Durante o dia, fazia rádio-escuta, coletando notícias nacionais e internacionais para os noticiosos (apresentados por Nelson Luiz) e para os programas esportivos.

Tínhamos um timaço nessa área -  já contei aqui que o Gil Gomes era um dos nossos narradores. Daquela turma, o mais solícito  era o Hitler Fett. Foi repórter, narrador, comentarista. Nunca teve problemas com o nome. E nem deveria ter. Não é o nome que faz a pessoa, mas o contrário.  É um cara fora de série.

Vivi novamente bons tempos quando fui para a Rádio Independência. Aquilo era uma academia do rádio. Zacharias Fernandes do Valle, Petrônio de Ávilla, Celso Martinelli, Sérgio Carvalho, Jose de Alencar, Nelson Antônio, Vislei Bossan, o verdadeiro nome de  Mário Luiz, um de nossos comentaristas. Só tínhamos “feras”, além do Mário, casos do  Hitler Fett, do grande Alberto Cecconi e do “paizão” Alexandre Macedo.  

Isso  sem contar as boas do José Guerreiro, que veio de Presidente Prudente e torcedor apaixonado pela Prudentina. Como ao América chamávamos de “Diabo rubro”, o Guerreiro bolou um programa de humor no esporte. A “Engraxataria do Diabolino”.

Voltarei ao assunto. Vou tentar rever essa turma. Boas lembranças temos dos nossos bons tempos na querida São José do Rio Preto. Vai valer a pena trazer tudo isso de volta.

 
Este é Alberto Cecconi,
também dono de jornal

Alexandre Macedo, de terno branco,
durante discurso de Jânio Quadros,
então presidente da República

Roberto "Bob" Toledo