31 de jan de 2016

Carta aberta aos meus leitores e leitoras

Sou um técnico em marketing político. Não tenho partidos e não pertenço a governos. Em anos de campanha, seis meses antes, afasto-me do jornalismo e o marketing eleitoral passa a ser o meu dia a dia.

Esclareço isso, pois há mal informados, ou pessoas que não me conhecem, ou indivíduos maus-caracteres mesmo, que se põem a me julgar nas redes sociais, tachando-me de “marconista” e que hoje, ao criticá-lo, estou “cuspindo no prato em que comi”.

Nunca dependi de tal senhor. Prestei às campanhas dele serviço profissional, como tantos outros. Trabalhei e fui pago, sempre com atraso em todas elas, por sinal. Nunca fui seu badameco, “pau-mandado” ou símile.

Participei da campanha de Íris, em 1982, e, em 1986, da eleição de Henrique Santillo. Estive nas campanhas no Tocantins, em 1990 e 1994.  Cuidei do programa  de TV de Valdi Camárcio, do PT,, na campanha para prefeito de Goiânia, em 1996. Fiz a campanha de Marconi, em 1998, e, a convite de Carlos Maranhão, a de Lúcia Vânia à Prefeitura de Goiânia, em  2000.

Devem ter gostado do meu trabalho, pois fui novamente contratado, em 2002, para a campanha de reeleição de Marconi, além das campanhas de Lúcia Vânia e de Demóstenes Torres, ao Senado.

Nas eleições em Goiânia, em 2004, fiz os programas de rádio do Sandes Júnior, do PP. Em 2006, cuidei dos programas de rádio de Marconi, candidato ao Senado, e de Alcides Rodrigues, ao governo.

Em 2008, mais uma vez a convite de Carlos Maranhão, assumi a campanha de rádio de Marcelo Lélis, candidato do PV à Prefeitura de Palmas. 

Nas urnas de 2010,  apresentei os programas de rádio dos senadores Lúcia Vânia e Demóstenes. Neste ano, o próprio então senador Marconi Perillo me contratou para fazer a sua campanha de rádio ao governo. Após a eleição, me mudei para a Bahia, mas tive que voltar para receber o que ainda me era devido. Lúcio Fiúza, de quem recebera atrasados em campanhas anteriores, também era o encarregado deste acerto.

Com muito custo, recebi, em duas parcelas, e só vim a saber, depois, com a divulgação das gravações dos grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que os pagamentos haviam sido feitos por Carlos Cachoeira, através de suas empresas de fachada.

Descobriu-se, ali, que o governador Marconi Perillo vivia em estreitas ligações com o contraventor – coisa que era desconhecida por todos. Decepcionado ainda mais fiquei eu. Por um trabalho limpo fui pago com dinheiro sujo.

Sobre críticas que faço hoje a Marconi, como jornalista  eu sempre as fiz, desde quando ele foi eleito governador pela primeira vez, em 1998. Quem acompanha o meu trabalho sabe disso.

Iristas se dizem zangados comigo por conta de uma gravação que circula pelas redes sociais, onde mostro as riquezas do então candidato do PMDB ao Senado, em 2002. Só não dizem que tal vídeo foi usado na campanha eleitoral daquele ano. Não o fiz como jornalista, mas como apresentador de um programa eleitoral. Disso se aproveitam os paus-mandados da Corte e compartilham tal gravação, que não é minha, é do partido a que pertence o governador.

Fiz este breve retrospecto para esclarecer aos mal-informados ou desconhecedores dos fatos – e para calar os boquirrotos – que só fiz campanhas eleitorais. Sou especialista nisso, sou profissional em marketing político.


Sobre o meu trabalho limpo pago com dinheiro sujo, esta gravação comprova o que eu disse na época e desmoraliza até sentenças explicitamente tendenciosas. Assistam e tirem as suas conclusões.
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22 de jan de 2016

Goiás entra em estado de insegurança total

Senhoras e senhores, se o governador Marconi Perillo contratasse agora mais 6 policiais militares, em 2020 estaremos com o mesmo efetivo que hoje nos atende. É que há 6 mil PMs do atual efetivo com tempo para a aposentadoria vencido e/ou vencendo, num desfalque inevitável, pois é de direito deles ir para o repouso remunerado.
O que faz o governador? Nada. E nos desrespeita. Manda contratar 745 policiais, numa explícita brincadeira de mau gosto e em afronta aos goianos, pois a situação está feia e o Goiás que vivemos não é o da propaganda mentirosa que se vê na tevê.
A verdade é que a insegurança pública no Estado está chegando a um nível assustador. E vai ficar pior. Temos 4 mil policiais civis a menos – só há 3.500 no batente, em delegacias mal instaladas e pessimamente aparelhadas. E há policiais civis também se aposentando.
Temos pouco mais de 12 mil policiais militares, com cerca de 10 mil na linha de frente. A ONU pede 1 policial para 250 cidadãos. Temos um para 476. Pela recomendação, estamos carentes, agora, de mais 14 mil PMs. Na verdade, 20 mil, pois 6 mil irão aposentar.
Preocupa-nos, sim, e muito, pois não se vê nenhuma atitude por parte do governador para resolver a questão. Não mexe uma palha, nem ele e nem os incumbidos de zelar pela segurança pública. O secretário é mera figura decorativa. Idem o comandante geral da PM, que não se faz ouvir, “agachando-se” ante a incúria do que se acha dono de tudo e de todos.
Amigos, a coisa está feia e vai ficar pior. Com este governador e o seu descaso com a vida dos cidadãos, paz e tranquilidade no Estado só mesmo por intervenção divina. 

20 de jan de 2016

Parabéns, Kajuru. Hoje é o seu dia!

Feliz aniversário, Kajuru. Os seus milhões de amigos
o festejam no seu dia
Hoje, 20 de janeiro, é aniversário do Jorge Kajuru. Amigos desde 1979, juntos fizemos boas coisas no rádio, em Goiás. Começamos a nossa parceria na Rádio Difusora, onde ele cuidava do esporte e eu do jornalismo. Mas, o grande feito foi a Rádio K do Brasil, um fantástico projeto que resultou inviabilizado por obra daquele a quem ele e eu ajudamos a eleger: Marconi Perillo.

Hoje, de tal indivíduo Jorge e eu somos alvo de processos na Justiça, por críticas ao seu desgoverno e às suas relações com forças estranhas à lei, à moral e aos bons costumes.

Tentou tal senhor submeter Jorge e a mim à humilhação pública, em desesperadas tentativas de nos liquidar moral e socialmente. Claro que se deu e continua se dando mal. Mesmo que compre juízes, sentenças e  manipule decisões a seu favor, jamais irá nos calar.  Não temos “rabo preso” e em nós farta o que nele falta: valores que fazem o verdadeiro homem.

Hoje, Kajuru faz aniversário. Viveu e vive momentos difíceis, assim como eu. Não há portas abertas para o nosso trabalho , pois todos temem o ditador do cerrado. Até amigos a quem tanto ajudamos, hoje, nos viram as costas, todos com medo de desagradar ao Bokassa instalado. Ou por que são maus caracteres mesmo.

Apesar dos canalhas que mandam e dos que obedecem, continuamos vivos e firmes na luta, ainda que a pão e água, pois acreditamos que a vitória se fará prevalecer sobre a corrupção e os corruptos, sobre os que se acham donos de tudo e de todos.

Kajuru, velho amigo. Construímos boas coisas juntos, mas também tivemos brigas homéricas - e que irmãos não as tem? Elas nos fizeram mais próximos, nos ensinaram a construir a harmonia que consolida amizades, a mútua compreensão das nossas virtudes e defeitos, fazendo-nos mais fortes para o enfrentamento de todas as adversidades.

Não poderia, hoje, caro Jorge Kajuru, deixar de registrar aqui, publicamente, os votos em meu nome e no de todos os que o amam e admiram. Parabéns pelo seu dia. Queria estar aí para comemorarmos esta data. Mas, ainda que à distância, receba o meu abraço e os votos de sucesso hoje e sempre, com as bênçãos de Deus. 


Feliz aniversário, meu irmão e meu amigo.

14 de jan de 2016

Águas do São Domingos inundam centro de Catanduva

O Ribeirão São Domingos, depois de muitos anos correndo em seu leito tranquilo, voltou a transbordar e inunda parte da região central de Catanduva, SP.  A cada vez que ele sobe, prejuízos são registrados na área comercial ribeirinha.

Em 1972, quando eu trabalhava na “Voz de Catanduva”,  graças a um telefonema de um ouvinte de Santa Adélia, informando que havia chovido torrencialmente na cabeceira do ribeirão,  conectamos vários ouvintes de lá e de Pindorama, transmitindo ao vivo a elevação das águas. Quando a enchente chegou, os comerciantes e os donos de bancas dos Mercado Municipal já haviam colocado os seus estoques a salvo.

Um exemplo do bom rádio que fazíamos, antigamente. Infelizmente, hoje, as rádios locais estão presas a redes comandadas por São Paulo, sem nenhuma atenção à vida da cidade.


Eis as imagens da enchente de ontem/hoje, em Catanduva. Até trecho da Rodovia Washington Luís, cortada pelo ribeirão, foi interditado pela enchente.














Assaltantes pintaram e bordaram agora no BB de São Miguel

Assalto agora à noite, começo da madrugada desta quinta-feira, em São Miguel do Araguaia. Assaltantes arrebentaram o caixa do Banco do Brasil. E o governo diz que a segurança pública está em ordem. As imagens o desmentem.


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10 de jan de 2016

Dívida de Goiás: a verdade dos números que o governo esconde

Balanço interessante que li e extraí do blog www.nosopinando.com.br: Em 12 de dezembro de 1998, Goiás devia R$ 6,409 bilhões. Em 31 de dezembro de 2000, findando o segundo ano do primeiro mandato de Marconi Perillo, Goiás devia ao Tesouro R$ 7.916.894.988,80 à União, mais R$ 205.348.323,88 para o Banco do Brasil, Caixa Federal, além de R$ 23.131.666,70 para bancos privados, num total de R$ 8.145.374.979,38.
Em dezembro de 2014, 14 anos depois, a dívida do tal Tempo Novo cresceu apenas e tão somente 114,7%, somando R$ 17.490.755.134,32 (não incluídos os contraídos em 2015).

Na esteira dos números do blog, fui garimpar em outras fontes sobre a realidade goiana. O governador está faltando com a verdade.

No seu discurso, Marconi Perillo culpa o PMDB pela dívida, mas os números acima colocam por terra as suas palavras nada condizentes com a  verdade. Ele conhece bem o tamanho do buraco. Ele o fez mais largo e mais fundo. Sabe que, em 1998, do total de R$ 6,4 bilhões devidos pelo Estado, o maior percentual deste débito foi registrado no governo Santillo: 56,8%.

Cabe aduzir que tal se deu por irresponsabilidade do então presidente José Sarney. Este senhor mandou Santillo bancar os gastos com o acidente do Césio 137 – o que era obrigação da União –, assegurando que ressarciria os cofres goianos logo em seguida, coisa que, irresponsavelmente, não cumpriu.

Dos 43,2% restantes do total desta dívida, 14,5% foram contraídos no governo de Ary Valadão (1979/2012), 17,6% nos dois governos de Íris Rezende (1983/1986 e 1991/1994) e 11,1% na gestão de Maguito Vilela (1994/1998). 

Será mesmo culpa do PMDB ter a dívida de Goiás passado de R$ 6,4 bilhões, em 1998, para R$ 17,4 bi, em 2014?

Dos números restam duas lições sobre hábitos reprováveis do senhor governador goiano. Sobre os seus discursos opostos à realidade: “Fallacia alia aliam trudit” (Uma mentira acarreta outra). Sobre se achar o maioral: “Fallitur visio” (As aparências enganam).

 P. S. - VEJA O TEXTO ABAIXO. TAMBÉM E IMPORTANTE.


6 de jan de 2016

A farsa do VLT de Goiânia


Estranho o governo goiano dizer que não tem recursos para construir o VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos – de Goiânia. Recursos para tal obra foram anunciados e não poucos. A história é feita de fatos e eles estão aí.


Leiam abaixo o que foi publicado (acima) em O Popular, em 14/07/2012:

14/07/2012
O BNDES APROVOU EMPRÉSTIMOS DE R$ 1,8 BILHÃO PARA O ESTADO. RECURSOS SERÃO PARA A RECUPERAÇÃO DA MALHA RODOVIÁRIA DO ESTADO E A CONSTRUÇÃO DO VLT
Por: Jarbas Rodrigues Jr. do Giro de O Popular

BNDES aprova empréstimos
de R$ 1,8 bilhão para o Estado
O BNDES aprovou empréstimos de R$ 1,8 bilhão para o Estado, anunciam Simão Cirineu (Sefaz) e Jayme Rincón (Agetop), que estavam ontem no Rio de Janeiro. Mas os recursos serão liberados somente quando forem concluídos projetos técnicos e licitações. A expectativa do governo goiano é que o convênio para o primeiro empréstimo, de R$ 1,5 bilhão, seja assinado na primeira quinzena de agosto para a recuperação da malha rodoviária do Estado. Já o empréstimo de R$ 300 milhões será usado pelo Estado como contrapartida ao projeto de construção do VLT no Eixo Anhanguera, e não R$ 400 milhões, conforme disse o governador Marconi Perillo ao POPULAR domingo. O governo federal já garantiu R$ 215 milhões do PAC da Mobilidade para o VLT e o restante do investimento terá de ser bancado pelo consórcio que ganhar a licitação.

Viram bem aí o final do texto? Pois é. Isso em junho de 2012. Empréstimo de 300 mi e mais outros 215 mi do PAC da Mobilidade. Cadê o dinheiro?

Sim, cadê, pois o mesmo governador, em 23 de abril de 2013, conseguiu da Assembleia Legislativa goiana a aprovação do projeto nº 1.176/13 que dá aval ao Governo para contratar empréstimo no valor de até R$ 108 milhões, junto à Caixa Econômica Federal, destinado à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Goiânia.

Já havia tomado 300 mi do BNDES e outros 215 do PAC (sobre o qual também se espera explicação) e agora queria mais 108 mi a serem tomados junto à CEF. Para o quê? Construir o VLT. 

No mesmo abril de 2013, também foi aprovada a alteração no Cronograma de Metas Financeiras do Plano Plurianual 2012/2015 (PPA), instituído pela Lei nº 17.543, de 11 de janeiro de 2012, referente à operação de crédito para implantação do VLT nos seguintes valores: R$ 200 milhões, em 2013; R$ 100 milhões, em 2014; e mais R$ 100 milhões, em 2015.

Alguém viu esse dinheiro por aí?

Não. Mas ele foi buscar mais. Em 10 de fevereiro de 2015, o governador foi à França atrás da Alstom, aquela que enfiou propinas nos tucanos por conta do metrô de São Paulo. Dinheiro para quê? Construir o VLT de Goiânia. Está em O Popular, não sou em quem o diz.



Ontem, 05/01/16, no site do Diário de Goiás, a notícia deixa bem claro que todo mundo é honesto, mas o dinheiro do VLT sumiu.


De acordo com o acreditado informativo, o projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Goiânia está paralisado por razões mal-explicadas: para o seguimento do projeto é necessária a mudança da política nacional de restrição de investimentos, que impede a retirada de empréstimos aos Estados.

Ora, empréstimos para construir o VLT Goiás já os fez, estava nos jornais.. Segundo o governo, no entanto, o projeto depende fundamentalmente do Governo Federal, pois, na Parceria Público Privada, 40% dos recursos do VLT seriam da iniciativa privada, que injetaria R$ 700 milhões. No entanto, os 60% restantes, R$ 1 bilhão, não conseguem ser supridos por recursos do Tesouro Estadual. Sem a ajuda de Dilma, a obra não sai.

Ora, basta o tesouro mostrar onde o governo goiano botou o alardeado dinheiro destinado ao VLT tomado por empréstimo anteriormente.

Mas, ao invés disso, o governador Marconi Perillo (PSDB), preferiu pedir ao Ministro do Planejamento que o VLT de Goiânia fosse incluído no PAC e nos financiamentos federais para a área de transportes.

Alguém está achando que goiano é sinônimo de trouxa. Na verdade, todos querem saber cadê a grana, governador? Ou também isso, a exemplo do seu governo, tudo não passou de mais uma mentira?


Vou voltar ao assunto.